Ao longo dos trabalhos da Mesa, beneficiários e organizações peticionárias apontaram reiteradamente dificuldades de acesso a informações sobre o andamento das investigações e dos processos judiciais. Em resposta a esse desafio, foi elaborada uma proposta de Protocolo de Transparência das Investigações e dos Atos Processuais relacionados a crimes contra jornalistas, comunicadores, defensores de Direitos Humanos e defensores ambientais. A proposta foi debatida no âmbito do Núcleo de Investigações com a participação de representantes do Ministério Público Federal, da Polícia Federal e da Relatoria Especial para a Liberdade de Expressão da CIDH, buscando conciliar o direito das vítimas à informação com a preservação do sigilo necessário às investigações.
Com a orientação técnica da CIDH, a Mesa propôs também a construção de parâmetros brasileiros para investigar e responsabilizar as pessoas envolvidas em crimes contra povos indígenas, comunicadores e ambientalistas, bem como sugeriu medidas de melhoria nos processos de investigação, a exemplo de:
- Fortalecimento de diálogo entre o Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos, Comunicadores e Ambientalistas (PPDDH), as polícias locais e o Ministério Público (MP), para melhor e efetivo encaminhamento dos casos;
- Promoção de programas de capacitação para membros do Ministério Público e das polícias estaduais;
- Articulação com o Observatório da Violência contra Jornalistas e Comunicadores Sociais, da Secretaria Nacional de Justiça (Senajus);
A Mesa serviu ainda como espaço para discutir medidas mais amplas de proteção, incluindo a necessidade de avançar na ratificação e incorporação do Acordo de Escazú ao direito interno brasileiro. Em abril de 2026, também foi instituído o Protocolo Nacional de Investigação de Crimes contra Jornalistas e Comunicadores Sociais.